Isabelle Macêdo – acadêmica do 5° semestre de Relações Internacionais da Unama

O Grupo dos 20, conhecido popularmente como G20, define-se como o principal fórum de cooperação econômica internacional, conforme o acordo estabelecido pelos líderes na Cúpula de Pittsburgh; em setembro de 2009, onde ocorre o encontro das 19 maiores economias do mundo juntamente com a União Européia. O fórum internacional foi criado no final dos anos 90 em resposta às crises financeiras do período e em um período que contou com diversas economias emergentes, a fim de promover a reunião de chefes de estado ou de governos de países membros acerca de temas econômicos, políticos e sociais.

Em dezembro de 2023, o Brasil assume pela primeira vez a presidência do G20 que tem a duração de 1 ano. Com base nisso, foi exposto pelo presidente do Brasil Luiz Inácio da Silva, que o governo brasileiro pretende se reinserir no sistema internacional abordando na reunião do G20 2024 problemáticas que se encontram na atual gestão, como: combate a fome, pobreza e desigualdade, as 3 dimensões do desenvolvimento sustentável (econômico, político e social) e a reforma da Governança Global (G20 BRASIL 2024-MRE).

“O presidente do Fórum Econômico Mundial, o norueguês Borge Brende, falou sobre o desafio de moldar uma economia sustentável num cenário global complexo marcado por guerras e conflitos comerciais. “Os países estão competindo e não colaboram. O Brasil está muito bem situado para ser um mediador nesse cenário geopolítico complexo, comenta o norueguês.” (O GLOBO, 2024)

Desse modo, cabe destacar os pensamentos do autor neoliberal James N. Rosenau em sua publicação “Governança, Ordem e Transformação na Política Mundial” (2000) onde o autor busca demonstrar que o termo se resume em “atividades apoiadas por objetivos comuns, havendo ou não responsabilidades legais”, sendo assim,  o destaque constante do multilateralismo contribui para que haja esses encontros facilitadores de diálogo que buscam promover soluções.

A luz do que foi dito, a cooperação existente entre os Estados que participam desses fóruns propicia muitas vantagens, principalmente para o Brasil que é o país presidente e irá sediar a reunião do G20, na cidade do Rio de Janeiro, no mês de Novembro. Pode-se destacar diversas oportunidades, como exercer liderança global e influenciar a agenda internacional, ajudando o país a fortalecer suas relações diplomáticas e promover seus interesses, além de que   essa posição pode atrair investimentos estrangeiros, impulsionar o crescimento econômico e promover o desenvolvimento sustentável no país.

Contudo, há desafios que podem influenciar no processo, como: o protecionismo e guerras comerciais, cujo aumento pode levar a uma diminuição significativa do comércio global, prejudicando todas as partes envolvidas ademais a questão da desigualdade social que pode pode minar o crescimento econômico sustentável, reduzir a mobilidade social e aumentar a polarização política. Diante disso, é fundamental que o Brasil adote uma abordagem proativa e colaborativa, trabalhando em estreita colaboração com os demais membros do G20 para promover soluções conjuntas e impulsionar o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável em escala global.

Referências Bibliográficas:

GUIMARÃES, Thayz. Cúpula do G20: Tudo o que você precisa saber sobre o evento que acontece no Brasil. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/especial/cupula-do-g20-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-evento-que-acontece-no-brasil.ghtml . Acesso em:12/03/24

G20 Brasil 2024. Disponível em: https://www.g20.org/pt-br?activeAccordion=eaed667b-c546-4d75-bd82-5fcacca1e4c9 .Acesso em: 12/03/24

Começam os eventos preparativos para o G20, que vai reunir líderes das maiores economias do mundo no Rio .Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2024/01/29/comecam-os-eventos-preparativos-para-o-g20-que-vai-reunir-lideres-das-maiores-economias-do-mundo-no-rio.ghtml. Acesso em 12/03/24

ROSENAU, James N. Governança sem governo: ordem e transformação na política mundial. Brasília: Ed. Unb e São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.