Profa. MSc. Thaise Leal – Docente do curso de Relações Internacionais da UNAMA.

Conflitos e controvérsias internacionais têm apenas quatro consequências: seu adormecimento, o impasse, o uso da violência e/ou a solução pacífica. Assim, o campo de estudos de Relações Internacionais, histórica e empiricamente, tem sido construído sob a análise atenta da natureza, formas, atos e expressões dos Estados a partir do tripé força-poder-interesse (CRUZ, 1994).

Por mais estruturado que seja o conjunto de normas que compõe o Direito Internacional, não são juristas que dirão qual o meio será utilizado para resolver uma controvérsia. Isto, porque é o Internacionalista, dentro de uma formação técnica e específica, que compreende que um Estado é muito mais do que uma unidade territorial, antes é construído pela própria vontade e natureza humana (CRUZ, 1994).

A caraterística difusa da estrutura e dos atores tornam o ambiente internacional dinâmico, sendo necessário que a cada cenário, contexto ou fato novo, o Internacionalista se utilize dos mais distintos vieses teóricos para uma análise segura e direcionada da agenda de Segurança Internacional.

De clássicos realistas como Tucídides, idealistas como Immanuel Kant, às teorias positivas e pós-positivistas, incluindo vertentes radicais do realismo, Escolas de Copenhague e Inglesa, com novas agendas de segurança, bem como as vertentes sociais das Teorias Críticas e Feministas (CASTRO, 2012).

Desde o final de 2025, os posicionamentos políticos das potencias tem se inclinado às políticas que envolvem a krátos [força], para alcançar seus objetivos. Demonstração e atos de força, para o atingimento dos interesses não de suas nações, mas dos decision maker [tomadores de decisão].

A interferência político-militar na Venezuela, as quebras de acordos de paz em Gaza, as hostilidades entre Paquistão e Afeganistão, as manifestações populares brutais no Irã, aos ataques coordenados entre Israel e Estados Unidos contra o Irã. A completa aversão destes Estados aos mecanismos de solução pacífica das controvérsias internacionais, as narrativas construídas e os seus desdobramentos precisam ser analisados caso a caso.

E, é neste mar de possibilidades analíticas, que surge a partir do projeto de extensão, Internacional da Amazônia, produzido por alunos e docentes do curso de Relações Internacionais da Universidade da Amazônia (UNAMA), o Observatório de Segurança Internacional, que será dividido pelas regiões do mundo: América do Sul, América do Norte e Central, Europa, Ásia, África e Oceania.

Sejam por meio de resenhas, giro das principais notícias e/ou vídeos nas redes sociais, semanalmente serão lançados os produtos das pesquisas e análises realizadas pelos alunos do 5º semestre do curso de Relações Internacionais, a partir da disciplina de Segurança Internacional e Defesa Nacional. O mundo segue sendo observado por amazônidas e se você deseja entender as relações internacionais e, especificamente, sobre Segurança Internacional, não deixe interagir e nos acompanhar nesta jornada que se inicia. 

REFERÊNCIAS

CASTRO, Thales. Teoria das relações internacionais. Brasília: FUNAG, 2012.

CRUZ, Luiz. Meios Pacíficos de Solução de Controvérsias Internacionais. Brasília: Cadernos do IPRI, 1994.