
Foto: Divulgação/Danke (via Pará Terra Boa)
Gabriela Vaz – acadêmica do 6° semestre de Relações Internacionais da UNAMA
No dia 7 de julho é comemorado o Dia Mundial do Chocolate, um dos doces mais consumidos no mundo. Nesse cenário, o estado do Pará vem se destacando nacional e internacionalmente pela produção de cacau de alta qualidade e pela valorização do chocolate artesanal. A produção do chocolate paraense passou a representar a identidade cultural e o fortalecimento da bioeconomia amazônica. Nesse contexto, o Estado reúne diversos empreendimentos que se destacam pela produção de chocolates de excelência, entre eles: a Gaudens, Ascurra Chocolate e Da Cruz Chocolates (A Gazeta, 2022).
Além disso, a Ilha do Combu é uma das grandes referências quando se fala em produção de chocolate artesanal. A ilha reúne pequenos produtores que transformam o cacau amazônico em um produto reconhecido dentro e fora do Brasil, ajudando a fortalecer o turismo e a gerar renda para as comunidades locais (A Gazeta, 2022).
Na ilha, muitas famílias da região cultivam cacau e produzem chocolates de forma artesanal, utilizando práticas sustentáveis. Um dos exemplos mais conhecidos é a “Filha do Combu”, empreendimento criado por Dona Nena, que se tornou referência tanto na produção de chocolates e no turismo de base comunitária (Vida Caboca Turismo, 2026).
Os visitantes têm a oportunidade de conhecer a história do cacau na região e acompanhar as etapas do processo de fabricação do chocolate artesanal, desde o cultivo até o produto final. Dessa forma, essa atividade fortalece o turismo, incentiva o empreendedorismo local e amplia a visibilidade do chocolate paraense, valorizando a cultura e os saberes tradicionais da Amazônia (Vida Caboca Turismo, 2026).
Diante disso, a teoria Construtivista das Relações Internacionais, pela ótica do autor Alexander Wendt (1999), expõe que as estruturas sociais, compostas por normas e ideias compartilhadas, são socialmente construídas e moldam as identidades e interesses dos Estados (Wendt, 1999). Dessa forma, a imagem de um país também como sua identidade é percebida e compartilhada internacionalmente.
Nesse contexto, a chocolateria paraense pode ser entendida como um importante elemento na construção da identidade amazônica. O cacau produzido no Pará carrega características que representam a cultura, a biodiversidade e a sustentabilidade da região.
Com o aumento do reconhecimento da produção desses chocolates e dos processos envolvidos em sua fabricação, o Pará vem conquistando espaço em mercados internacionais. Esse destaque contribui para fortalecer uma imagem positiva do estado e do Brasil no cenário mundial.
Portanto, a valorização da chocolateria paraense demonstra como um recurso regional pode se transformar em uma oportunidade de desenvolvimento quando associado à inovação e à valorização da cultura local. Além de gerar emprego e renda para as comunidades da região, esse modelo contribui para a divulgação da identidade amazônica e para o incentivo de práticas produtivas mais sustentáveis.
Dessa forma, o chocolate deixa de ser apenas um produto de consumo e passa a representar um importante instrumento de desenvolvimento regional, fortalecendo a economia local e promovendo a riqueza cultural da Amazônia (Agência Sebrae, 2024).
Referências:
AGAZETA. No Pará, Belém é destino imperdível para quem ama chocolate. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/hz/turismo/turismo-belem-no-para-e-destino-imperdivel-para-quem-ama-chocolate-artesanal-1022. Acesso em: 6jul. 2026.
AGÊNCIA SEBRAE DE NOTÍCIAS. Chocolate da Ilha do Combu é destaque no Salão do Turismo. Disponível em: https://pa.agenciasebrae.com.br/economia-e-politica/chocolate-do-para-e-destaque-no-salao-do-turismo. Acesso em: 6 jul. 2026.
VIDA CABOCA TURISMO. Casa do Chocolate da Dona Nena. Disponível em: https://vidacabocaturismo.com.br/passeio/casa-do-chocolate. Acesso em: 6 jul. 2026.
WENDT, Alexander. Social Theory of International Politics. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
