
Gabriela Vaz,
Acadêmica do 6° semestre
O passaporte musical desta semana é sobre a banda de rock irlandesa U2, formada por Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Seu gênero musical transita entre o rock, o rock alternativo e o pós-punk. Além disso, suas canções envolventes abordam temas como direitos humanos, amores, paz, identidade e questões políticas (Britannica, 2026).
O U2 foi formado em 1976, na cidade de Dublin, Irlanda, após Larry Mullen Jr. fixar um anúncio em sua escola convidando jovens músicos para formar uma banda (U2, 2026). A partir disso, surgiram Bono (Paul Hewson) no vocal, The Edge (David Evans) guitarrista, Adam Clayton no baixo e Larry Mullen Jr na bateria (U2, 2026).
Os integrantes estudavam na mesma escola secundária e iniciaram os ensaios mesmo possuindo pouca experiência musical. Entre nomes da banda, o grupo optou pela sugestão de um amigo e uma referência que também remetia ao avião espião norte-americano U-2, utilizado durante a Guerra Fria (Britannica, 2026; U2, 2026).
Nos primeiros anos, a banda construiu sua reputação por meio de apresentações marcadas pela energia e intensidade de suas performances. Em 1980, assinaram contrato com a Island Records e lançaram seu primeiro álbum, Boy, seguido por October (1981) e War (1983), que garantiu ao grupo seu primeiro álbum número um no Reino Unido (U2, 2026).
Ao longo de sua trajetória, o U2 lançou diversos álbuns de sucesso e produziu canções que se tornaram clássicos. Algumas de suas músicas mais conhecidas são: “Sunday Bloody Sunday” (1983), “New Year’s Day” (1983), “Pride” (1984), “With or Without You” (1987), “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” (1987), “One” (1991), “Beautiful Day” (2000) e “Vertigo” (2004).
A banda U2 conquistou mais de 20 prêmios Grammy, foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 2005 e recebeu importantes homenagens por reconhecimento a sua contribuição musical, além de grandes turnês internacionais e do envolvimento em causas humanitárias e sociais (Britannica, 2026).
Diante disso, a trajetória musical do U2 pode ser analisada por meio da teoria Construtivista das Relações Internacionais. De acordo com Alexander Wendt, as estruturas sociais, compostas por normas e ideias compartilhadas, são socialmente construídas e moldam as identidades e interesses dos Estados. Assim, a identidade é resultado das interações sociais e dos significados compartilhados ao longo do tempo (Wendt, 1999).
Sob essa ótica, as músicas do U2 frequentemente promovem reflexões sobre paz, solidariedade, direitos humanos e pertencimento coletivo, contribuindo para a construção de valores compartilhados em escala global. Essa relação pode ser observada em canções como “Sunday Bloody Sunday” (1983), que aborda o Domingo Sangrento de 1972, na Irlanda do Norte; “Pride” (1984), uma homenagem a Martin Luther King Jr., como alguém que agiu movido pelo amor e como representante de todos que lutam por causas justas.
Portanto, de acordo com a perspectiva construtivista, as canções do U2 contribuem para a disseminação de ideias que influenciam a construção de identidades compartilhados na sociedade internacional. Dessa forma, a banda demonstra como a música pode atuar como instrumento de formação cultural e social, fortalecendo valores coletivos baseadas em princípios comuns.
REFERÊNCIAS
BRITANNICA. U2. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/U2. Acesso em: 20 jul. 2026.
U2. The Band. Disponível em: https://www.u2.com/band. Acesso em: 20 jul. 2026.
WENDT, Alexander. Social Theory of International Politics. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
