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Victtor Rodrigues Calderaro Pereira – Internacionalista formado pela UNAMA

Anualmente, o segundo domingo do mês de agosto é a data em que se comemora o Dia dos Pais no Brasil, um momento que nos inspira a refletir e a demonstrar nosso apreço e carinho aos homens que materializam, dentro e fora do seio familiar, os valores de respeito, de cuidado, de proteção, de zelo e de amor.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que a função de pai vai muito além de uma questão meramente biológica ou a simples transmissão de uma herança genética. Isso demonstra que um genitor nem sempre exerce a função de pai, pois isso implica, obrigatoriamente, em exercer uma paternidade ativa, uma responsabilidade emocional e, por isso, em diversos casos esse espaço, em nossos corações, é preenchido por “pais por escolha”, papéis ocupados pelos nossos avôs, padrastos, padrinhos e tios.

A paternidade pode ser compreendida por diversos fatores, mas dentre esses o de maior destaque poderia ser a metamorfose decorrente do ato de ser pai. É nesse momento que, por meio de um exercício diário de amor, o “eu” que antes ocupava um papel central na vida do homem, deixa de figurar como prioridade máxima e, a partir daquele momento único, o pai passa a direcionar ao filho o porquê central de sua própria existência. 

Mesmo assim, há uma beleza discreta e, ao mesmo tempo, intensa nessa jornada. A paternidade real está nas pequenas conversas do dia-a-dia, no silêncio confortável de quem se comunica somente pelo olhar e, especialmente, na certeza de que existe uma referência segura para onde retornar. Ser pai significa aprender a se manter firme quando é preciso proteger o filho, e aprender a permitir, quando é chegada a hora de deixar voar. 

Certamente, ser pai é exercer o papel indispensável de fortaleza, de porto seguro, de ensinar com justiça e, o mais belo deles, é o de ser e de representar o papel do primeiro herói. A grande prova disso é que durante toda a vida, da infância até a fase adulta de um indivíduo, muitas lições podem ser aprendidas, mas decerto, as melhores lições a serem aprendidas são transmitidas pelos bons pais.

Ser pai, portanto, para além das suas infinitas responsabilidades, sejam elas, sociais, legais, financeiras, emocionais ou religiosas, que são inerentes às obrigações diárias de um pai para com o filho, é um exercício constante de amor e compaixão, exercício esse que nos inspira quotidianamente a concentrar esforços em função da nobre missão de criar com afeto e cuidado os seus filhos.

Aos pais, sejam eles de primeira viagem ou veteranos, depositamos muito carinho e respeito, afinal, por mais que se expresse o quão grandioso é o fenômeno da paternidade, nenhuma palavra pode expressar o quão prazeroso é o enorme privilégio de ser pai. Um Feliz dia dos Pais a todos!